Uma quarta feira inesquecivel para o futebol brasileiro, principalmente para as torcidas de Inter, Gremio, Flu e Cruzeiro. Mesmo em grandes possibilidades e vantagens, após uma pane geral, os 4 pilares brasileiros, todos com grandes chances dentro do torneio, foram derrubados um a um, com uma queda pior que a outra. Má organização, soberba, azar, acaso, tudo é valido para tentar explicar a terrivel noite brasileira.
Tudo começou as sete e meia, com um Beira Rio tomado pela nação colorada, o Internacional tinha tudo para passar por cima do, visto como fraco Penarol, e avançar para um possivel gre-nal do século. A torcida, pra variar, fazia um barulho absurdo, e tudo se encaminhava para uma vitória tranquila, ainda mais após o belo gol do menino Oscar, de esquerda, abrindo o placar ainda no primeiro tempo. Entretanto, após a virada de lado, tudo começou a ficar tenso e o filme de terror tomava um rumo inesperado. Com 11 segundos de jogo, após uma bela tabela, o time do Penarol chegou ao empate, e cinco minutos depois, de cabeça, a virada. E todo mundo sabe, os times argentinos, uruguaios e do resto da america do sul são os melhores jogando na frente do placar, se fecham lá atrás impressionantemente e fazem uma catimba de arrepiar. Mesmo com todos seus craques, Damião, Dale, Sobis, Oscar, Andrezinho, Kleber e Tinga; e toda força da torcida, o Inter não conseguiu criar nada, e ameaçou muito pouco o gol adversário.
Era a queda do atual campeão da Libertadores. Não teve desculpa, não foi falta de elenco, falta de estádio, falta de CT, falta de diretoria, nada disso, foi simplesmente futebol, em cinco minutos o Penarol virou um jogo que já parecia perdido e jogou a batata quente pro lado gaucho. Era o fim do capitulo 1.
Entrava em campo, com sua base já destruida e os guerreiros detonados, o tricolor Gaucho. Mesmo com a derrota em casa por 2 a 1, sua torcida ainda acreditava na reviravolta do imortal, que, por outro lado, nao contava com muitos jogadores titulares, e vivia uma semana conturbada após a dispensa de Carlos Alberto e a perda, para o seu maior rival, do segundo turno do gauchão. Não deu outra, mesmo com muita garra, e tentando impor a força da camisa, o Gremio não foi forte o suficiente para bater a La Ú como precisava. E com um gol de cabeça, o balde de água fria caiu sob a geral do grêmio, e o sonho da libertadores ficava pelo caminho.
Esse sim foi fruto de uma falta de organização, falta de comando e da situação em que o time não contava com pilares como Victor, Lucio, Borges e André Lima, sendo um time titular totalmente desfalcado e diferente do imaginado pelo tecnico Renato Portaluppi. Era o fim já esperado para o capitulo 2.
Paralelamente ao tricolor gaucho, o tricolor carioca entrava em campo no paraguai, contra o bom time do Libertad, contando com uma vantagem consideravel, e uma grande torcida mesmo fora do país. Desde o principio do jogo se via que o Fluminense não foi para jogar bola, mas sim, para se defender. Com um esquema em que perdia-se totalmente o meio de campo, uma vez que Valencia, e posteriormente Diogo, jogavam como um terceiro zagueiro pela direita, cobrindo as subidas do Mariano, obrigando Conca e Marquinhos a voltarem proximos a área para dar combate. Colocar Fred e Rafael Moura juntos obriga a ter uma estrategia de jogo em que os dois fiquem mais presos na area, apenas Fred saia mais para o jogo, entretando, no inicio do segundo tempo via-se o He-Man saindo pelas laterais e vindo ao meio para armar jogo, coisa que ele, definitivamente, não sabe fazer, logo, se era realmente pra isso ser feito, que entrasse, mais cedo, obvio, Araujo ou Tarta.
O numero de escanteio e bolas alçadas na area tricolor assustava. A zaga não tinha um descanso, toda hora algum chute, cruzamento, cabeçada ou bola desviada rondava o gol defendido por Berna, uma hora isso tudo ia babar. Não deu outra, já no segundo tempo, Berna falhou após chute de longe e o terror aumentava. O flu não mostrava reação, não criava chances, não ficava com a bola. A estratégia de se defender foi totalmente falha e mau executada, se o Flu tivesse ficado mais com a bola, a historia do jogo poderia ter sido outra. E aos 40 do segundo tempo o tiro que matou os guerreiros, após um belo voleio, mérito adversário o Libertad abriu os seus necessários dois a zero e praticamente ratificava sua classificação, uma vez que o Flu se mostrava destruido. O 3 a 0 foi um detalhe, pois os jogadores já estavam de cabeça para baixo e nem um milagre levantaria os fortes guerreiros, era o fim do capitulo 3, pra mim, muito doloroso.
Em sete lagoas o filme tinha tudo para ter um final feliz, a arena do jacaré tomada pela torcida azul celeste, a vantagem construida fora de casa tinha tudo pra ser facilmente concretizada, o futebol jogado pelo cruzeiro encatava os olhos de qualquer um, a melhor campanha fora de casa e uma craque em alto nivel davam a entender que seria fácil.
Entretanto, muitos cometeram um grande erro classificando o Once Caldas como pior time da primeira fase, assim, banalmente. Quem acompanhou a primeira fase viu que o Once deixou escapar a vitoria em dois jogos ao 48, isso, 48 exatos do segundo tempo, deixando ir embora 4 pontos, além de deixar escapar um empate, perdendo mais um ponto, totalizando 5. O que o deixaria com 13 pontos e como, se não me engano, 4º melhor primeiro, mostrando que o time não é tão bobo assim.
Ao iniciar-se do jogo via-se outro Cruzeiro, um time irreconhecivel que teve Roger expulso ainda no primeiro tempo. O time, após tomar os dois gols, perdeu a cabeça, até Cuca mostrava-se muito nervoso e o futebol apresentado ficou longe do esperado, e o time de melhor campanha dava um trágico adeus para a copa libertadores, o que foi comemorado como titulo pelos Atleticanos, era um tipico final de filme de terror, que teve sangue, choro, suor e derrota.
Vale lembrar que o Santos não passou fácil pelo América não. A retranca armada por Muricy só deu certo pela bela atuação do goleiro Rafael, mas valeu pelo resultado. E agora, pra cima deles Neymar!