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domingo, 15 de maio de 2011

Fracasso de 2014


       Estamos em 2011, mas é visivel o fracasso que vai ser a estruturação da Copa do Mundo do Brasil 2014, tanto o pré copa, quanto, e principalmente, o pós copa. Desde estádios, passando por aeroportos, até transporte publico.

       Começamos pelo primeiro fiasco. A maior cidade do país, São Paulo, sequer sabe qual vai ser o estádio  da cidade para a copa. Isso é totalmente inaceitável para qualquer cidade sede, imagina para a capital economica do país, maior cidade da America latina. As duvidas entre Fielzão (que sequer existe) e Morumbi (que é o estádio com maior numero de falhas tecnicas entre todos da Copa) vão aumentando e a burocracia e politicagem impede a aceleração das obras. Os efeitos já estão sendo sentidos, uma vez que São Paulo já não receberá a Copa das Confederações e tem tudo para perder a abertura do evento em 2014.

      O problema dos elefantes brancos é o mais incidente no nosso país, cidades como Natal e Manaus não tem times de futebol que irão fazer grande utilização das enormes arenas construidas para a copa. Não adianta dizer que existem projetos para o pós copa, que será utilizado pela comunidade, que serão realizados eventos, que eu não acredito e sei, muito bem, que o estádio vai ficar ali parado, a sociedade vai passar longe de utilizar e os prejuizos vão ficar se aglomerando. Estudos já afirmaram que para manter um estádio desse porte, são necessários, no mínimo, 60 eventos por ano. Para ter noção da impossibilidade de realização desses 60 eventos, basta tomar como base que um ano tem 53 fins de semana, logo, preparem-se para ver lindos estádios, belas estruturas arquitetonicas totalmente paradas, inutilizadas e parando o dinheiro.

       O problema dos aeroportos é visivelmente politicagem e burocratico. O fato é que, simplesmente, nenhum aeroporto vai ser reformado estruturalmente, com obras de ampliação, aumento da capacidade máxima e agilização dos processos. Eles simplesmente vão fazer ajustes em horários e quantidades de vôos para a época da Copa e, obviamente, se der certo, só vai dar certo para a epoca da Copa e para as pessoas que utilizarem o sistema no mês do evento. Entretanto, o legado deixado pela Copa para o pós-copa, para a população, não vai existir, uma vez que o sistema vai voltar a ser totalmente falho e aglomerativo para qualquer aumento de carga.

       Infelizmente os nossos politicos continuam preocupados apenas com a imagem perantes aos estrangeiros, e pouco pensam em melhorias para a população. A Copa pode acabar sendo realizada com sucesso total, com sistemas de transportes eficientes, muita segurança e tudo do melhor, porem, vai, com certeza, ser um fracasso no pós-evento, não tendo sido deixado nada de construtivo, util e como forma de melhoria. O Brasil não é Europa, o público do futebol brasileiro é TOTALMENTE diferente do publico da Copa, mas, parece que ninguém vê isso.

     

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