Em mais um noite épica de libertadores, o Fluminense conseguiu uma vitória incrível sobre os mexicanos do América e mantiveram vivas as chances de classificação no torneio. Deco, na foto acima, foi o grande destaque do tricolor carioca, que empurrado pela sua apaixonada torcida, cravou um 3 a 2 lindo ao final do jogo.
A torcida compareceu ao jogo com a sede de acreditar, mas com o medo do fracasso. A união das baterias fez a força no canto e era visível nos olhos de cada um, o amor ao cantar para aqueles jogadores, o sentimento aflorado, uma vontade de querer fazer alguma coisa para ajudar, e foi assim que, no primeiro tempo, a massa tricolor fez um barulho ensurdecedor no estádio, emocionando até o mais frio dos tricolores.
O gol, já anunciado em lance anterior, foi muito contestado na hora, entretanto, vendo o replay em casa, vi que realmente não foi falta clara, apesar de que qualquer outro juiz apitaria o lance. Porém, o que mais me intrigou foi o fato do juiz ter dado um cartão amarelo para o autor do gol mexicano, juro que eu queria que ele me falasse qual foi o motivo, porque a comemoração não teve nada de irregular nem ofensivo. Logo depois, empurrado pelo ódio que ganhava a torcida, Gum, o exemplo de guerreiro, empatou de cabeça, acendendo de novo a esperança nas laranjeiras. Era impressionante a vontade dos jogadores, Valencia era um dos mais empenhados, carrinhos e roubadas de bola marcantes contagiavam os outros jogadores, como Diguinho, Souza e Julio Cesar. Berna operava um milagre ao final do primeiro tempo e a torcida ia para o intervalo acreditando mais do que nunca no sucesso tricolor.
Uma ressalva para o juiz agora. Acho que essa foi uma das piores atuações de um arbitro na historia. Além de não marcar inumeras faltas duras, não punir retardações e simulações dos mexicanos, ele simplesmente ainda atrapalhava os jogadores do flu, em dois lances ele obstruiu Conca e depois Diguinho. Após um arremate do Sheik, o goleiro espalmou para escanteio, claramente, mas, o grande juiz deu tiro de meta, sendo que ele estava de frente para o lance.
Enfim, o segundo tempo começava e a agonia começava. Mariano sairia machucado e aumentaria o drama. Araujo e He-Man formavam um ataque monstro, ao lado de Fred, Emerson, Conca, Deco e Souza, realmente impressionante. Mas quem marcou foi o America, em mais um gol espirita que não conseguiu ser evitado por Digão. A essa altura eu já estava sentado, desiludido com o futebol, com a péssima atuação do juiz, com os gols azarados que meu time sofria, com a passividade e inoperancia de Julio Cesar, com a ignorancia ao criticar Muricy e com a eliminação. Mas foi ai que brilhou a estrela de Deco, que fez sua real estréia pelo tricolor na noite de ontem, primeiro com um cruzamento frio na cabeça de Araujo, que guardou em uma bela cabeçada e depois num lance de gênio aos 42 minutos do segundo tempo, em que numa antecipação ao zagueiro, após raspada de fred, encobriu o goleiro mexicano e se ajoelhou em tom de dever cumprido. Era o Engenhão em exctase, os gritos de ''O CAMPEÃO VOLTOU'' devem ter sido escutados até na lua.
Depois de ontem me pergunto se tem, além da família, um amor mais forte e incondicional que com seu time do coração. A sensação da adrenalina subindo nas veias, e da felicidade ao ver um passo dado dão o tom na relação torcida time. Agora temos de acreditar no time, mais do que nunca.
Quem não Fluminense, não sabe o que é isso.

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