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quinta-feira, 17 de março de 2011

Novo sistema de ingressos no rio se mostra totalmente falho!

Como alguns torcedores frequentadores de estádios já sabem, Fluminense e Botafogo romperam seus contratos com a antiga empresa fornecedora de ingressos, aquela dos cartõezinhos que marcaram as coleções, e assinaram um novo contrato com uma empresa que tem os ingressos impressos, em maquininhas como de cartão de crédito, e impressos. Até aqui tudo bem, vantagens ou desvantagens em relação a falsificação dos tiquetes eu não vou discutir, até porque sou leigo no assunto.

Vamos discutir a relação cliente e clube, torcedor e clube, a localização dos postos de venda, o preço e os esquemas de meia entrada, gratuidade.

Primeiramente, Fluminense e Botafogo baniram a venda nas sedes dos clubes, como acontecia antigamente, tanto na Gavea, São Januário e São Cristovão. A diretoria tricolor agora só aceita sócios comprando na sede do clube. E agora existem mais de 50 pontos de venda, mas adivinhem, apenas DOIS na Zona Sul carioca, um no Leblon e outro no Largo do Machado. Podem se perguntar sobre a sede do alvinegro, porém, lá não vende ingresso para jogos do Fluminense, assim como nas Laranjeiras não são vendidas entradas para jogos do rival. Podem questionar também sobre a Loja South do Praia Shopping, que está listada como posto de venda oficial e na qual eu mesmo já comprei ingresso. Entretanto, hoje dei mais de cinco voltas no terceiro andar do Botafogo Praia Shopping até descobrir que a loja havia simplesmente fechado, e isso já havia mais de uma semana. Tive que ir até o Largo do Machado, procurar numa galeria, num corredor apertado, parecia até entrada de médico, para achar a Palu Turismo, outro ponto de venda.

A história não acaba aqui. Lá simplesmente não vende meia para alguns jogos, só ligando para lá ou indo lá para saber quais jogos vão vender meia lá, além disso, só aceita-se pagamento em dinheiro. Se confundiu? É, eu também, e muitos outros torcedores também. Em niterói há mais de 10 pontos de venda, barra e centro a mesma coisa. Mas, nas sedes dos clubes e na zona sul e norte, a distribuição é muito precária, nem no TTC há venda de ingressos mais.

Além dos preços abusivos e da nojeira de caminho para o estádio João Havelange, com trens fora de horário, lotados e em péssimo estado de conservação. Em que se demora uma hora e meia da estação Siqueira Campos do Metro-Rio até Engenho de Dentro. Eles, simplesmente, se esquecem que nós somos os clientes, que se nós não formos aos jogos, eles terão prejuizos, eles deixaram de investir. Tudo tem que ser facilitado para que o torcedor adquira seu ingresso facilmente. Acho inaceitavel Copacabana, Botafogo, Flamengo, Tijuca e Vila Isabel não terem um ponto de venda de ingressos acessivel a pé.

Lembro-lhes que o Gremio vendeu 35 mil ingresso para a ultima rodada do brasileirão 2011 em 4 horas e pela internet.

É por essas e outras que o futebol carioca não é o maior do Brasil.

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