Uma visão diferenciada de futebol, a partir de alguém que realmente pratica o esporte dentro das quatro linhas e é apaixonado por um clube e pelo futebol em si
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sexta-feira, 18 de março de 2011
Comemorações ofensivas, bem humoradas ou desnecessárias ?
Nos ultimos dias um assunto voltou a ser muito discutido no futebol brasileiro. Até aonde as comemorações, entrevistas e declarações podem ir para não prejudicar o atleta ou sua equipe? O assunto voltou a pauta depois que Leandro Damião, jogador do internacional, provocou, após um gol, a equipe do Grêmio com uma comemoração em mensão aos descontos dados na final do primeiro turno gaúcho. Durante a semana, Carlos Alberto, atualmente no tricolor gaúcho, defendeu suas cores e pediu mais respeito; entretanto, no jogo de ontem, após o gol do meia criado nas laranjeiras, o mesmo e Gabriel fizeram uma comemoração que relembrou o goleiro Kidiaba, do Mazembi, equipe do Congo que eliminara o inter no mundial.
A pergunta principal é o poder, o saber quando, o entendimento dessas comemorações como provocações. Primeiramente vou usar uma frase do próprio Carlos Alberto, que disse que enquanto continuar na brincadeira, sem violência, vai ser totalmente válido. Espero eu que o jogador mantenha suas palavras.
A minha opinião sobre esse tipo de comemoração, tanto quanto sobre entrevistas, é que é totalmente saudável para o futebol, é muito chato esse tipo de entrevista em que o jogador fala a mesma coisa sempre, parece um robô treinado, e não há o que se comentar. Essa declarações e respostas apimentadas dão tempero ao futebol, motivam os jogadores, afloram as rivalidades e dão noticia para a imprensa. Os jogadores tem que saber, e acho que sabem, que essas declarações simplesmente motivam o adversário, uma vez que não seja ofensiva, acho saudável, falar que o jogo vai ser fácil, que tem obrigação de ganhar, que vem embalado, e outras ''coisitas mas''.
Futebol é totalmente democrático, é de ricos e pobres, de pretos e brancos. E isso tem que acontecer com os jogadores, não tem que ter ameaças, mas sim brincadeiras, piadas. Sinto falta das declarações de Tulio Maravilha, Romário e Edmundo. Que incitavam o adversário durante a semana, no pré jogo, e dentro das quatro linhas acabavam com o jogo. Eram naturais, falavam de quem nao gostavam, sem papas na língua.
O próprio Leandro Damião já havia provocado o Santos em uma comemoração, em que simulou pescar um peixe. Uma brincadeira, aceitável, afinal, ele fez o gol, faça ele o que bem entender agora. O futebol está ficando muito burocrático, está chato de assistir, precisamos de coisas deste tipo para aquecer essa emoção!
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