Eu, como tricolor fanático, não tinha como não falar da despedida de um dos nossos guerreiros. Despedida dos gramados, não do futebol.
Após ver a entrevista completa da despedida deste grande homem, que recebeu o carinho das filhas, as palavras de consolo e afeto dos companheiros e dos superiores, tive certeza que ele era um ídolo, não só meu, mas como de toda a torcida tricolor, e por isso, merecia um mínimo de palavras minhas aqui.
Acompanho o coração valente desde a época de Ponte Preta, clube pelo qual foi artilheiro de um paulistão e chamou atenção de grandes clubes no mundo, e acabou indo para o Japão posteriormente. Mas, tenho certeza que não é pelos gols que ele se tornou essa pessoa, mas sim pela sua fase ruim, quando teve problemas diagnosticados no coração, e ouviu de diversos médicos que sua carreira havia acabado, porém, com muita determinação e apoio familiar, e obviamente de um médico sério, o do Atletico Paranaense, Wash deu a total volta por cima, voltou não só a jogar, mas como marcar gols e escreveu seu nome na história dos campeonatos se tornando o maior artilheiro da história, com 34 gols, pelo furacão.
Contratado de um clube japones pelo Fluminense, veio para formar o trio ternura com Leandro Amaral e Dodo, mas como todos sabem o fim da historia, brilhou em carreira solo numa libertadores maestral. Em que escreveu mais um capitulo da historia do tricolor carioca, com um dos gols mais importantes da historia do clube, o terceiro gol, contra o São Paulo. E depois anotou um lindo gol de falta contra o Boca Juniors, o penalti perdido na final, infelizmente virou um detalhe. Posso até falar que tenho a capa do Lance! com a foto do guerreiro do jogo do São Paulo colada no meu armário.
Após sua ida para o São Paulo, a torcida tricolor ficou magoada, devido a declarações infelizes não cabiveis de serem lembradas nessa homenagem, enfim, não tricolor paulista começou bem, marcando gols no estadual e no brasileiro, porém, foi perdendo espaço com a contratação de outros atacantes e, ao receber uma proposta do Flu, voltou para onde nunca deveria ter saído. Veio para brigar por vaga com Fred, mas devido a contusões do capitão, foi titular e muito importante na trajetória vencedora da equipe no brasileirão 2010, marcando oito gols e dando passe para o gol do título.
Hoje, ele parou. Mas nesses anos, escreveu seu nome na memória de inumeros tricolores e amantes do futebol aguerrido. Declaro aqui minha total gratidão e admiração por voce, Washington, o eterno Coração Valente tricolor.
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