2011 chegou, o mercado da bola está fervendo com discussões sobre Ronaldinho Gaúcho, Adriano, e outras apostas que não irão render no nosso futebol. Em meio a isso tudo acontece a Copa São Paulo de Juniores, onde jovens talentos do Brasil inteiro lutam por uma vaga ou uma oportunidade num clube grande ou nos profissionais de seus clubes, é exatamente ai que mora o perigo.
Não sou contra a copinha, óbvio que não. Mas as vezes fico impressionado com a mentalidade desses jovens talentos, apostas, futuros craques (atenção para as palavras que remetem a possibilidades mais a frente, não é atoa). Andei assistindo à alguns jogos do torneio, destaco inicialmente a enorme disparidade já existente nas categorias de base de clubes grandes para com os clubes de menor investimento e expressão. Mas, como dizia, fiquei impressionado com a falta de coletividade existente no torneio, jogadores tentando fazer jogadas que com certeza não fariam normalmente, entretanto, querem aparecer para olheiros e empresários, prejudicando, obviamente, os seus proprios times. Exemplo facilmente encontrado no meu proprio Fluminense, com o meia Wellington Nem, que tem certeza que já é o melhor do mundo, e por isso mesmo tenta jogadas improprias em varios momentos do jogo, dribles execivos; não critico o jogador, pois quando ele quis jogar futebol coletivo, deixou seu companheiro Matheus Carvalho na cara do gol por duas oportunidades que foram concluidas em bola na rede.
Outra coisa que me deixa chateado e preocupado é a grande ''márra'' existente, visivelmente percebida pelas chuteiras coloridas, pelo jeito de andar, pelo jeito de tocar na bola, entendam, jogar bem não tem nada a ver com fazer graça, vejam grandes jogadores do ultimo campeonato brasileiro que não se destacaram na grande midia, mas que são mais que fundamentais num time, como Arouca, Leandro Guerreiro, Diguinho, Guinazu e Fabricio. Esses são grandes jogadores pois fazem o mais simples, porém, muito bem feito. Acho que esses jogadores estão se espelhando nos craques errados, o companheiro faz a jogada toda, e rola pra ele só tocar pro gol, ao marcar o gol e ''craque'' já sai sozinho pra camera, dizendo que é ''foda'' e tudo mais, sendo que não é. Futebol é totalmente coletivo, faça o gol, mas comemore com seu time, agradeça seu companheiro por ter lhe dado esse presente, não foi Deus e nem foi porque você é o ''foda''. Os grandes craques são os mais humildes, talento é bom, muito bom, mas humildade é muito importante para a evolução do atleta.
Parabenizo os treinadores que colocaram nas cabeças de seus atletas que você respeita seu adversário marcando gols, e não dando dribles laterias e fazendo firulas quaisquer. Cito goleadas como as de Vasco, Palmeiras, Corinthians e São Paulo; e ligo o sinal amarelo para o Flamengo, que já empatou um jogo, para o Cruzeiro que quase deixou a vitória escapar num jogo com placar de 3 a 2 e para o Fluminense, que esqueceu das aulas de finalização nos dois primeiros tempos de jogo. Lembro aos atletas que o que aparece nas manchetes de jornal é o placar, não o numero de canetas, balões, lambretas que foram dadas no meio de campo e que no profissional o buraco é mais em baixo.
Enfim, não vou ficar criticando esses jovens que deixam o ''poder'' subir a cabeça e esquecem que não são ninguém, vou cornetar agora a organização do torneio. Quem já viu algum jogo da copinha já percebeu o lastimavel estado dos gramados, principalmente no circulo central e nas áreas, é uma brincadeira, até os campos do Aterro do Flamengo tão melhores. Além de prejudicar o futebol, que é o de menos nesse caso, causa graves lesões como a do meia do Fluminense que rompeu os ligamentos do joelho num lance sozinho, e pode prejudicar toda uma carreira promissora. Vale mais a pena fiscalizar os gramados algum tempo antes, e dizer se tem condição de receber uma partida de futebol.
Espero que este ano também surjam novos nomes como de anos recentes, como os de Lucas e Casemiro no São Paulo, Alan Patrick, Ganso e Neymar no Santos, Phelippe Coutinho no Vasco, Caio no Botafogo e Wellington Silva no Fluminense. É sempre válido lembrar que grandes craques do presente e até do passado passaram pela copinha, como Rivelino, Deco e Raí.
Que 2011 seja um ano muito proveitoso para o futebol brasileiro!
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